
Dicas de Cuidado e Cultivo Fruta do Conde | Outubro/2021
PARABÉNS, SUA FRUTA DO CONDE CHEGOU!
Sabe aqueles problemas que vem enfrentando em seu pé de fruta do conde? Eles tem solução! Aprenda a cultivar essa fruta deliosa. Dicas de manejo, preparo do solo e principais doenças e pragas que afetam a cultura.
A espécie Annona squamosa, conhecida como fruta-do-conde, apresenta fruto com numerosas protuberâncias. Sua polpa é doce, branca ou creme. Já a espécie Annona reticulata, chamada popularmente de condessa, possui fruto grande, com casca lisa, polpa creme e ligeiramente doce. Quanto ao híbrido Annona cherimolia x Annona squamosa, denominada atemoia, ele produz fruto com casca pouco rugosa.
Cultivares
As cultivares de anonas mais produzidas no Brasil são a Gefner, que apresenta maturação média, mas é muito produtiva e aceita muito bem as podas de verão; a African Pride, que apresenta frutificação tardia; e a Bradley, que é precoce, mas suscetível a rachaduras.
O nome da fruta tem origem em muda da árvore da Annona squamosa, nome científico da fruta de conde, trazida das Antilhas ao Brasil no século XVIII pelas mãos do então governador da capitania da Bahia, o Conde de Miranda.
Tão logo foi replantada em terras brasileiras, não teve dificuldade de vingar e logo suas sementes foram espalhadas por todas as regiões brasileiras. A fruta de conde tornou-se praticante uma planta nativa das florestas brasileiras. E totalmente adaptada ao paladar brasileiro.
A fruta de conde é só mais um exemplo da diversidade de sabores e texturas das frutas brasileiras. Cheias de propriedade benéficas e com baixa caloria, não há desculpa para não acrescentar no mínimo três frutas por dia na dieta aqui no Brasil.

Qual o melhor clima? E o solo para a Frurta do Conde?
A fruta-do-conde, condessa ou atemoia se desenvolve nas mais diversas regiões, contanto que não ocorram geadas nem temperaturas excessivamente baixas. As temperaturas recomendadas para cultivar fruta-do-conde, condessa ou atemoia podem variar de 10°C a 28°C. Já o solo deve ser profundo, além de apresentar textura média e boa drenagem.

Como plantar e fazer a manutenção?
O plantio da fruta-do-conde, condessa ou atemoia ocorre, no início das chuvas, em covas de 40 x 40 x 40 centímetros, preparadas com adubos, com dois meses de antecedência. É importante que o torrão se mantenha a 5 centímetros do nível do solo para evitar doenças. Para escoar a água das chuvas, deve ser feito um montículo. Quanto ao espaçamento, para a atemoia, deve ser de 7 m x 6 m. Já para a fruta-do-conde e a condessa deve ser de 7 m x 5 m ou 6 m x 5 m.
Adubação e cuidados
Na adubação de plantio, deve ser adicionado ao solo 10 kg de esterco de curral (curtido); 500 gramas de calcário dolomítico; 90 gramas de K2O; e 160 gramas de P2O5. Já na adubação de formação, as aplicações devem ser no período chuvoso e ser bimestrais até o 3º ano. Na primeira aplicação, deve ser adicionado ao solo uma mistura de adubos, com aproximadamente 10% de K2O, P2O5 e N.
Quanto à adubação de produção, ela deve ser realizada a partir do 4º ano, com aplicação de uma mistura de adubos, com aproximadamente 3% de P2O5, 9% de K2O e 8% de N, três vezes ao ano. Também devem ser aplicados ao solo sulfato de zinco e calcário dolomítico após análise do solo.
Rega
Nos meses de verão, regue generosamente. Repita a operação quando o solo estiver ligeiramente seco. Durante o inverno, regue a planta a cada quatro semanas.
Poda
Regularmente corte os galhos e os brotos indesejados que interferem na forma da planta, com o objetivo de manter um estilo definido. A melhor época é o início da primavera.
Qual a época de colheita?
A colheita da fruta-do-conde, condessa ou atemoia ocorre 100 dias após o florescimento. O ponto correto para colher as frutas é quando a casca muda a cor verde-amarelada para a cor creme-rosada (fruta-do-conde); verde-amarelada para amarelo-avermelhada (condessa); e verde-clara brilhante para verde-amarelada pálida (atemoia). Normalmente, a colheita ocorre de fevereiro a junho (atemoia) e de dezembro a julho (fruta-do-conde e condessa).
Quais os benefícios da Fruta do Conde para saúde?
A fruta de-conde também é rica em vitaminas do complexo B como a B1, B2, B3 e vitamina C (ácido ascórbico). Outras propriedades da fruta de conde estão ligadas às quantidades de importantes minerais, como o cálcio, ferro e fosforo.
A especialista informa que uma unidade da fruta tem, em média, 81 calorias. Ela deve ser ingerida com precaução apenas por quem é diabético, devido ao alto teor glicêmico.
Entre os principais benefícios da fruta de conde destacam-se:
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Alto teor de fibras, o que garante o bom funcionamento do intestino;
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Capacidade de regular os níveis do mau colesterol (LDL);
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Fortalecimento do sistema imunológico em função da concentração de vitamina C;
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Propriedades antioxidantes que previnem o desenvolvimento de radicais livres, combatendo assim o envelhecimento precoce;
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Teor de ferro elevado e pode ajudar no combate da anemia, quando associada à ingestão de outros alimentos de propriedades ferrosas;
A fruta, por ser de fácil digestão e conter grande concentração de vitaminas do complexo B, também é indicada para quem tem problemas gástricos.
Alguns dos bichinhos que também gostam dessas delicias?
Geralmente, o aparecimento de formigas em fruteiras está associado à presença de outras pragas na planta. As cochonilhas, por exemplo, possuem uma relação de simbiose com as formigas, que oferecem “proteção” e espalham a praga pela planta. Em troca, recolhem o excedente de seiva não aproveitado pelas cochonilhas.

Principais doenças relacionadas
Não dá para ficar sossegado quando a gente vê aqueles pós brancos recobrindo as plantas, não é mesmo? É sinal que a cochonilha-branca está aterrorizando a plantação.
E o pior é que esse grupo de insetos sugadores danifica caules, brotos, folhas, flores e frutos, abrindo portas para a entrada de outros agentes causadores de doenças. Então isso acaba virando uma bola de neve.
Para não chegar a esse ponto, saiba como identificar e eliminar essa praga, evitando prejuízos mais graves na sua lavoura.
O que é cochonilha-branca?
As cochonilhas-brancas (Phenococcus sp., Planococcus sp. e Pseudococcus sp.) cochonilhas-algodonosas ou cochonilhas-farinhentas são assim chamadas por causa da cera pulverulenta (parecendo pó) que recobre o corpo dos insetos, dando um aspecto de algodão.
Embora dificilmente você vá conseguir perceber os detalhes dos insetos sem a ajuda de uma lupa (já que medem de 4 a 5 milímetros!), saiba que a fêmea é oval e achatada, de coloração branco-acinzentada, amarela ou rosada e não tem asas. Já o adulto da espécie, que é bem mais difícil de aparecer, tem asas e parece uma mosquinha.
Cochonilha-branca nas plantas
As cochonilhas-brancas atacam diversas culturas, como abacate, abacaxi, algodão, batata, batata doce, berinjela, cacau, café, cana-de-açúcar, chuchu, citros, figo, fruta do conde, fumo, goiaba, maçã, manga, pêssego, pimentão, uva, entre outros.
Mas os danos provocados são sempre os mesmos. Por sua característica sugadora, as cochonilhas-brancas danificam principalmente as folhas e injetam substâncias tóxicas nelas, devastando mudas e plantas jovens.
Além disso, as cochonilhas-brancas também deixam uma substância açucarada nas plantas, o que facilita a formação de fumagina (fungos que ficam parecendo pontos pretos) em folhas e frutos . E, como se não bastasse, esse “açúcar” também atrai formigas.
Portanto, tome cuidado, especialmente com os viveiros e mudas após o transplantio. As cochonilhas-brancas não são nada bobas e adoram folhas macias de plantas novinhas. Já imaginou o prejuízo? Em altas infestações, elas podem causar a queda precoce das folhas, o definhamento das plantas e a morte de mudas.
Como acabar com a cochonilha-branca?
Aprenda a fazer uma calda agroecológica e descubra como eliminar a cochonilha-branca da sua propriedade de maneira sustentável. Cuidar de quem produz e de quem consome é o que faz tudo valer a pena.
Como fazer calda agroecológica
Ingredientes
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½ litro de óleo de cozinha (pode ser óleo usado, aquele de fritura mesmo);
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½ litro de detergente neutro;
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1 litro de calda sulfocálcica;
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2 colheres de sopa de sal.
Modo de fazer
Utilize uma garrafa PET e um funil para misturar os ingredientes. Primeiro, coloque o óleo de cozinha, depois o detergente neutro e, em seguida, a calda sulfocálcica, que pode ser comprada pronta em casas de agricultura ou ainda feita de forma caseira (caso você deseje fazê-la, clique aqui para saber como).
Por último, adicione o sal de cozinha. Agite fortemente para misturar bem e diluir principalmente o sal. Vai ficar uma mistura bem alaranjada.
Como usar a calda agroecológica
Dilua a calda em uma proporção de 2%. Por exemplo, para 20 litros de água, utilize 400 ml de calda agroecológica. Depois pulverize sobre as plantas.
Quer saber como a calda age? Ela vai fazer com que os insetos fiquem grudados na mistura e depois causar a desidratação das cochonilhas-brancas, por causa do enxofre e do sal. Essa calda também pode ser usada para o controle de ácaros, pulgões e mosca-branca.
E atenção para a dica valiosa: utilize extrato de folha de mamona no lugar da água para fazer a diluição da calda agroecológica. Isso vai potencializar a ação do defensivo natural.
Não sabe como fazer o extrato de folha de mamona? Veja os detalhes abaixo:
Como fazer extrato de mamona
O extrato de mamona também é eficiente para o controle de formigas cortadeiras e de doenças fúngicas. Veja como é simples preparar:
Ingredientes
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4 folha de mamona
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1 litro de água
Modo de fazer
Coloque um litro de água dentro de um balde ou de um galão e adicione as quatro folhas de mamona. Depois macere as folhas com a ajuda de um cabo de madeira e deixe a mistura descansar protegida da luz por 24 horas. Está pronto!
E aí, gostou das nossas dicas? Ficou alguma dúvida?

Quem somos?
O Quero Ser Verde é um viveiro de plantas fiscalizado, especializado em frutíferas, que mantem um projeto de estudo com base tecnológica que gera inteligência para o desenvolvimento de pomares e hortas orgânicas, para projetos de todos os tamanhos, levando mudas de qualidade e conhecimento técnico prático, tornando viável o cultivo, mesmo para iniciantes.
As nossas soluções ajudam a estruturar a cadeia produtiva familiar, através da promoção da inteligência para a tomada de decisão, seja num cultivo em vasos ou na geração de produtos rentáveis, sem perder o foco na responsabilidade social.
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